Ascenção do Espírito Capítulo 9


Capítulo 9

Uma masmorra secreta


Após aquele incidente e a morte de Raine, Angie… tia kaily, e muitas outras pessoas,  no fim não pudemos resistir mais contra os soldados restantes e fomos capturados e  presos em Jaulas sustentadas, por carrocerias que estavam sendo puxadas por  cavalos.


Potock…potock…potock


Grr…grr…grr…


— Ei Seus Demi humanos desgraçados calem a droga da boca! — Proferiu um dos  soldados de Baraki sobre nós.


Os soldados de Baraki que sobreviveram após ter testemunhado a luta de antes,  estavam bem mais estressados e agressivos do que o normal… ainda mais quando  se somava ao choro das crianças Demi humanas e os gemidos de todos os outros.


Os soldados de Baraki não eram nem um pouco piedosos, eles demonstravam ser  psicopatas loucos e sádicos, eles entravam em êxtase toda vez que nos batiam ou nos  espetavam com aquelas lanças.


Como Baraki havia seguido outro rumo para o porto, não havia nada que impedisse os  soldados de fazerem aquilo que eles bem entendessem, e com isso todas as noites  alguns deles viam até as jaulas e escolhiam algumas das mulheres para satisfazer o  desejo porco deles.


Todos os dias em que estivemos naquelas jaulas foram como o inferno, alguns de nós  não suportamos e morremos, já outros estavam tão fracos e magros que não podiam  nem mesmo gemer mais.


Em meio a tudo isso eu continuei pensando nas últimas palavras de meu pai para  mim… eu podia sentir minha própria fraqueza, eu sempre fui um inútil, um fracassado,  meu físico, minhas habilidades como um demi humano, tudo isso era abaixo da média,  eu nunca tentei me esforçar, muito, a Única vez em que eu realmente fiz algo foi no  rito de passagem pelo monte kantou.


Mas mesmo assim eu não pude fazer nada, bastou um único chute daquele monstro  pra que eu ficasse totalmente desvinculado de tudo no momento.


Eu só queria ter uma vida normal… mas parece que é impossível, eu já estou cansado  de ser fraco, por isso eu vou superar minhas fraquezas… pensei enquanto o galopar  dos cavalos juntamente do som da floresta estava prestes a formar um som contínuo.


Porém logo em seguida a floresta se silenciou, os cavalos pararam de galopar, e  inquietante puseram-se a relinchar, os soldados que estavam nos vigiando entraram  em alerta e rapidamente, entre a vegetação rasteira da floresta ao longo da estrada,  ouviam-se ruídos.


Os ruídos iam cada vez mais aumentando até que um par de olhos flamejantes pouco  a pouco saiu da vegetação rasteira, aquilo que saia da vegetação não era um animal  comum, mas sim uma lenda, uma lenda a qual eu havia ouvido dizer em vários livros  que eu já havia lido, Seus pelos eram compridos e pontudos, os mesmos lembravam  espinhos avermelhados, os dentes eram compridos e recurvados como uma foice, as  patas possuíam longas garras negras que penetravam no solo fazendo marcas.


Aquela criatura era conhecida nos livros que li como Presa Flamejante, os presas  flamejantes são criaturas mágica de menor periculosidade dentro do Sistema Elibell, o sistema Elibell se trata de uma inteligência mágica feito pela  engenharia rúnicas dos anões, e a magia e inteligência dos Elfos.


O sistema Elibell foi feito para proteger esse planeta, mas ele também serve como um  guia para a maioria das pessoas no mundo, indicando os níveis de monstros mágicos,  e também quando uma catástrofe irá ocorrer, sendo mundialmente conhecido e  renomado nesse mundo.


Porém mesmo que os Presas flamejantes sejam de menor periculosidade ainda assim  por se tratarem de criaturas magicas eles podem matar um soldado facilmente, não só  isso mas quando pressas flamejantes formam uma matilha eles se tornam  extremamente perigosos.


Não sei porque mas de fato essa não é uma situação comum, eu posso sentir com  minha auto localização, e em um raio de 260 metros, estamos cercados por vários  pressas flamejantes não consigo dizer o número exato, mas sei que são mais do que  uma dezena.


Isso não vai ficar bom, restaram muitos poucos soldados… e a grande maioria deles  mal conseguiram lidar com um único pressa flamejante sozinho.


"Mas isso é uma chance eu preciso fazer alguma coisa eu preciso sair daqui não  importa o que eu tenha que fazer, eu preciso abrir essa jaula, e escapar… se eu fizer  isso, com toda certeza poderei voltar para ajudar a todos no futuro" Pensei comigo,  enquanto observava e ouvia tudo ao redor.


Colocando minha cabeça pra funcionar, eu observei ainda mais atentamente todas as  jaulas e percebi que os pressas flamejantes estavam sendo atraídos, tanto pelo odor  de sangue vindo dos soldados feridos de Baraki quanto pelos Demi humanos feridos.


Enquanto o clima parecia ameno e neutro, eu continuei pensando e cheguei à  conclusão de que eu precisava atrair a atenção de pelo menos um pressa flamejante  para que ele pudesse torcer um pouco o ferro da Jaula, assim me dando a chance de  fugir.


Porém isso seria difícil já que após um soldado ser morto, o cheiro de sangue se  tornaria inútil em meio a outros odores iguais e ainda mais fortes.


Sem pensar muito e com uma conclusão em mãos eu comecei meu plano, segurei  meu próprio Braço e com toda força o bati contra meu joelho, em três batidas eu pude  quebrar meu osso, e assim enverguei meu braço quebrado para expor o osso, e então  o contorci de um lado ao outro rapidamente até arrancá- lo por completo, mesmo com  a dor insuportável eu tinha um objetivo no qual eu não poderia falhar.


Todos os Demi humanos que estavam presos ao meu redor pareciam não acreditar no  que acabava de testemunhar, mas eu não me importei e apenas prossegui com o  plano, sem que os soldado notassem eu expus a parte dilacerada do meu braço  arrancado para fora da jaula.


No mesmo instante um Pressa flamejante saltou próximo a carroceria e tentou  abocanhar meu braço, mas eu o puxei no mesmo momento e assim o pressa  flamejantes foi de encontro com a jaula que com o impacto tombou da carroceria, ao  ver em minha frente a jaula estava completamente retorcida, no local de impacto,  aproveitando isso eu peguei meu braço e passei pela pequena Brecha.


Com todas minhas forças nas pernas eu corri para a floresta carregando meu braço  decepado, ao entrar no mato, tudo que pude ouvir foi os sons da batalha entre os  soldados e os Pressas flamejantes.


Eu não parei de correr, a cada passo eu colocava mais força em minhas pernas, sem  que pudesse notar, eu já havia me adentrado completamente na floresta, minhas  pernas estavam doloridas devido a velocidade em que me movi, mas não parecia que  os pressas flamejantes poderiam me farejar a tal distância.


Então me pus a andar mais calmamente pela floresta, sem nem conhecer nada, eu  andava atento a todos eventos que aconteciam na floresta, minha percepção já  começava a falhar devido a todo sangue que eu perdi na caminhada.


Minha mente estava se esvaziando, mas continuei a andar, passei por um córrego e a  alguns metros a frente observei uma cabana que parecia estar caindo aos pedaços,  logicamente naquele estado seria quase impossível que alguém morasse num lugar  como aquele.


Tendo isso em vista eu parti para me abrigar na cabana, com a esperança de que lá  houvesse algo a qual eu pudesse usar para estancar o sangramento em meu braço.


Após andar até a porta da cabana gritei perguntando se lá havia alguém, mas nada foi  respondido, então confirmei que ninguém residia lá, então com meu outro braço  empurrei a porta velha que sem nenhum esforço foi de encontro com o chão fazendo  uma gigante algazarra. 


Após derrubar a porta eu entrei rapidamente e a levantei empurrando-a para sua  posição Inicial novamente… Quando me virei percebi que a cabana era extremamente  arrumada e mobiliada pelo lado de dentro, não só mobiliada como havia um retrato  meio imbecil de um grupo de quatro pessoa, onde pareciam ser aventureiros.


"Que porra é essa? Porque eles parecem tão estranhos" pensei enquanto encarava a  foto meio estúpida.


Mas eu não podia perder tempo com coisas triviais como essas fotos então, fui a  procura de um metal, tudo que eu havia encontrado foi um grande facão, o qual eu  empunhei , depois de empunhá-lo encontrei um fogão a lenha o qual eu ascendi e usei  para aquecer a lâmina do facão para estancar o sangramento… após a lâmina ter  atingido a cor vermelha, a coloquei sobre meu braço enquanto mordia um pedaço de  madeira, a dor foi tão insuportável que o pedaço de Madeira se estilhaçou com a  pressão da minha mordida.


Mas no fim consegui passar por isso tudo, isso algum tempo depois desse evento,  costurei meu braço decepado novamente é então, procurei algo para comer, mas tudo  que achei foi uma espécie de carne seca e defumada.


Como eu não estava em posição de exigir nada, apenas a peguei e abocanhei  satisfazendo minha fome… não demorou muito e o sono me coagiu, sem muito mais o  que fazer caí no sono para voltar a caminhada na outra manhã.


Enquanto eu dormia naquela casa, em meu sonho, novamente eu revia mais uma vez  aquela mesma cena, uma floresta em chamas, um ar tão quente e esfumaçado que faria qualquer olho escorrer em lágrimas, os sons de gemidos, gritos, choros, ranger  de dentes, e a cena que mais me marcou a cena que se agravou em minha cabeça a  cena da minha família sendo morta por aquele homem.


Enquanto tinha esse pesadelo horrível, senti como se meu corpo estivesse movendo,  senti algo a me cutucar e uma voz quase imperceptível, foi se fortalecendo até que eu  a consegui ouvi-lá:


— Ei garoto… Ei garoto! Ei tá me ouvindo pirralho!? Acorda ai, o que diabos você está  fazendo na minha casa?!—


— Ahmm quem é?? Aonde estou? Onde estão as bestas mágicas? — Perguntei  instintivamente assustado após ser acordado por tal voz estranha.


— Bestas mágicas? Garoto, você está bem??? Não está doente!? Deixe-me checar  sua temperatura! — Clamou um homem já de idade colocando a mão sobre minha  testa.


— Pelos Deuses, o que diabos você fez pra pegar uma gripe tão forte garoto? Sua  temperatura está muito além do normal! — Respondeu o velho homem.


— Fique aqui por um tempo, vou preparar uma poção de imunidade para você! — Concluiu o senhor.


Antes que o senhor saísse eu o perguntei novamente:


— Senhor aonde eu estou, quem é você?! — mas o idoso apenas respondeu me  dizendo para descansar pois eu precisava disso.


Então o homem partiu para a cozinha, onde ele demorou por alguns minutos até que  voltou carregando em uma espécie de copo, um elixir estranho e esverdeado… a  aparência daquilo não era nem de longe adorável aos olhos, lembrava a consistência  de um musgo.


O homem olhando para meu rosto então disse:


— Garoto este é o remédio, você precisa tomar ele se não quiser passar por esse tipo  de coisa novamente, ele vai te revigorar, aumentar sua imunidade contra doenças, e  ainda é bom para cicatrizar feridas profundas! — Indagou o Senhor.


— Eu nem sei como dizer isso a você, desculpe se soar rude, mas isso não vai me  matar né? A consistência é meio "nova" para mim! — perguntei em seguida.


— Hahahaha não seja tolo, isso é um remédio, é natural que seja horrível em aspectos  como consistência e sabor, mas garanto que em um gole dele você vai se sentir novo  como uma espada que acaba de sair da forja! — conscientizou-me o idoso  novamente.


— Certo vou colocar minha vida em suas mãos, espero que essa seja uma escolha  lúcida! — indaguei ao velinho.


Com aquele remédio de aparência grotesca já em minhas mãos preparei-me e o  joguei para dentro de minha guela em um só gole.


No mesmo momento, meus olhos saltiraram em desespero e uma crise de refluxo me  coagiu, o gosto amargo em minha boca era horrível, era como se eu tivesse ingerido  uma espécie de feno… mas com uma consistência gosmenta e nojenta o que  lembrava ao líquido da babosa.


Porém ainda me esforcei pressionando meu nariz com o dedo para inibir o odor  horrível eu engoli o remédio já em seguida pedindo por um copo de água.


Após tomar a água, eu me sentei e quase que momentaneamente após ingerir o  remédio minha febre passou, meu cansaço foi revigorado, minhas feridas se curaram,  e minhas cicatrizes desapareceram… o Senhor também se sentou a minha frente e  me perguntou.


— Eai como está agora? Se sente melhor? — contestou o senhor. Olhando atentamente em seus olhos eu o respondi:


— Sim eu me sinto bem melhor, nem mesmo parece que até um momento eu estava  equilibrado entre a vida e a morte! — O respondi em seguida.


— Mas senhor me diga uma coisa! — Perguntei logo em seguida. — Porque o senhor está aqui sendo um humano? —


— O motivo de eu estar aqui é algo mais especial do que essa guerra tosca que  Dagura promoveu! Deixe eu me apresentar primeiramente garoto! — Explicou o  senhor.


— Meu nome é Reinhard Zach, eu era chefe de uma família de barões em Dagura, eu  sempre fui contra essa ideia da guerra estúpida que foi tramada por aquele louco  doente do Baraki!— Indagou o homem.


— Então quando a guerra estava prestes a estourar, eu decidi, fazer um planejamento  para fugir de Dagura, mas nem tudo saiu conforme eu planejei! — Expôs o homem  com a aparência gradualmente ficando mais triste.


— Quando o plano já estava pronto e quase sendo posto em prática, o Desgraçado do  Baraki arruinou tudo, ele já previa que alguns nobres contra a idéia da invasão como  eu tentariamos fugir, então ele usou a própria influência sobre a vossa majestade  Jawin Damark para conseguir a posse sobre os dois assassinos mais letais do reino, e  então ele fez com que os mesmo estivessem investigando todos os possíveis nobres  fugitivos! — Explicou o velho nobre Reinhard zach.


— Com aqueles malditos investigando quase todos os nobres "Fugitivos" foram pegos  e executados, eu e alguns outros nobres conseguimos escapar, mas muitos perderam  coisas importantes, eu mesmo perdi a minha amada esposa, e levaram minha filha  Deus sabe-se lá pra onde! — Afirmou o homem nitidamente triste.


— No dia em que tentei fugir de Dagura a fronteira com o Império Central estava  fechada, até mesmo a fronteira com a República dos anões que quase nunca está  fechada havia sido fechada, era quase como se estivessem monitorando todos os  pontos de fuga possíveis… a única fronteira que estava aberta era a da nação "  Inimiga" no caso a sua nação garoto! — Continuo a dizer o velho barão Reinhard.


— Mesmo que essas fronteiras fossem as únicas abertas as tropas enviadas para a  guerra passavam pelos principais locais de acesso a este reino, então eu não tive  outra opção a não ser cruzar a cadeias de montanhas que se estendiam ao norte  daqui, então depois de quase morrer diversas vezes eu consegui chegar a uma ruína,  aquela ruína parecia bem antiga então, eu resolvi explorar aquelas ruínas, após  averiguar um pouco das ruínas eu encontrei algumas criaturas como slimes, e  artefatos valiosos, por isso eu derrubei algumas árvores e construí essa cabana  provisoriamente com um encanto de fortalecimento físico, então se eu for resumir  moro aqui para que eu possa ficar próximo da ruína para fazer minhas explorações! — Indagou o senhor.


— Acho que não há problema em te revelar isso, pois você é só uma criança apesar  de tudo, mas aquela ruína parecia bem antiga mesmo, então é provável que eu  consiga algum artefato de grau Sagrado se eu descer alguns andares abaixo, com  isso nem mesmo toda força imperial de Dagura junta iria poder competir comigo, eu  só tenho um único objetivo desde que encontrei esta ruina, este objetivo é salvar a  minha Filha não importa o que eu tenha que passar! — especificou o senhor rangendo  os dentes.


— E você garoto, porque estava tão ferido quando te encontrei aqui? Por um acaso  você foi forçado a participar dessa guerra?! — Contestou o homem


Em resposta eu olhei para os olhos do homem é exclamei:


— Desculpe caso minha pergunta tenha soado rudemente, eu sinto muito pela sua  esposa e espero do fundo de meu coração que você consiga alcançar seus  objetivos… eu não fui forçado a participar dessa guerra, eu minha familia e todos do  meu vilarejo fomos pegos de surpresa por um ataque daquele tal homem chamado  Baraki, Ele entrou em uma luta com meu pai, e todo vilarejo onde nasci foi destruído…  ele matou meu pai e minha mãe, minha tia morreu durante o caos causado pela luta,  eu e a minha prima fomos os únicos que sobrevivemos, mas enquanto éramos  levados sabe-se lá Deus para aonde, um bando de bestas atacou a carruagem e eu  consegui usar esse ataque como um meio para fugir! —


— Caramba garoto… eu sinto muito por perguntar tão levianamente assim. Me sinto  um filho da puta agora! Mas não posso deixar de expressar minha surpresa com isso,  até parece que a Matrona do Espaço-Tempo manipulou a Causa e efeito para que  pudéssemos nos encontrar aqui! — Expressou o Senhor Reinhard com uma reação  confusa de surpresa e neutralidade.


— Ora só… bem não sei se foi uma "matrona" seja lá o que for isso, mas com certeza  ela deve odiar a gente do fundo do coração dela hahahahaha! — Respondi Reinhard  rindo.


— E não é? Kwakwakwa, mas agora digo sério garoto, para onde você vai depois que  estiver totalmente curado, posso estar errado mas ao ouvir o que você disse antes me  é perceptível que você não tem nenhum destino a chegar neste momento certo!? — Contestou Reinhard.


— Bom não tenho nenhum lugar para ir, pelo que ouvi de meu pai durante a batalha,  meus parentes distantes por parte dele, já estão mortos e a isso já a muito tempo,  pela parte de minha mãe, eu só conhecia minha Tia kally e minha prima Lizzie! — Respondi relutantemente ao Senhor.


Vendo minha resposta o velho barão, que estava sorrindo junto de mim a poucos  minutos atrás, tomou uma séria expressão e então, olhando em meus olhos ele  exclamou firmemente:


— Garoto, já que você não tem para onde ir, você pode ficar por aqui, você pode me  ajudar a explorar aquela ruína velha que te falei antes, você não precisará lutar com  nenhum monstro ou algo do tipo, tudo que você vai precisar fazer é carregando os  materiais, nesse tempo você vai estar sob meus cuidados, juro te proteger assim como  eu protegeria meus próprios filhos! E quando eu for voltar para Dagura para recuperar minha filha eu juro salvar sua única família também!— Indagou o velho Reinhard.


"É… bom…. sua filha que o diga meu senhor, se eu fosse depender do senhor, bem  provavelmente que eu seria morto ou sequestrado…. Mas eu não consigo desacreditar do senhor, por algum motivo eu sinto que preciso te ajudar, além do mais quais outras  escolhas eu teria além desta" pensei olhando nos olhos do pobre velho homem iludido  com sua própria " força".


— Certo senhor Reinhard eu sou Fuyuki, para ser mais exato Fuyuki D. Scale! Será  um grande prazer estar com o senhor de hoje em diante, espero que o senhor cuide  bem de mim! — Proclamei apertando a mão do idoso calmamente.


— Kwakwakwa certo, hoje quando estava fora, peguei um Porco Rúnico suculento,  vou preparar um banquete de carne inesquecível para nós! — Falou o velho barão se  levantando indo rumo a lareira.


Enquanto preparava o porco o velho Reinhard e eu tocamos vários assuntos  aparentemente inúteis mas descontraídos e graças a isso fomos nos acalmando,  então após terminar o preparo do porco o barão Reinhard me disse:


— Garoto, você já tentou usar magia? — contestou o velho homem.


— Bom, não sei se o senhor sabe mas, nós Demi humanos Somos "falhas" de acordo  com a Crença humana, somos odiados pela mana e pelos "Deuses" por isso nossa  Âmago é deformada, não podemos armazenar, nem purificar, e muito menos dar  forma a mana com um Âmago defeituosos, então não eu nunca tentei usar "magia"! — Respondi ao Senhor.


— Ora só que intelecto afiado para um garoto tão jovem! — Respondeu o velho  senhor.


— Mas sinto muito em dizer, você está sendo equivocado garoto, a "Mana" não  precisa ser exatamente purificada, Armazenada ou formada através de um feitiço, a  mana é uma energia constante do universo, uma energia gerada pela União de duas  energias primordiais! —


— O que eu quero dizer é que, pra você usar a magia você deve Primeiro entender os  conceitos fundamentais do mundo, a partir do momento em que entende dos conceitos  fundamentais deste mundo, você entende sobre todos os tipos existentes de energias  que são gerados dessas mesmas duas energias primordiais. E assim que você  entende sobre elas, você pode as usar, se você puder utilizar ambas as mesmas  separadamente elas serão tão poderosas quanto a própria mana em si! —


— Tome isto como uma lição o Âmago serve para canalizar a mana e a "purificar"  então não importa o que você faça sem um Âmago utilizar a mana é "Impossível" mas  aí que está, quando você entende os fundamentos que estão atrás daquilo que juntos  forma a mana, você praticamente obtém a habilidade suprema de interagir com dois  mundos opostos simultaneamente, o mundo energético e o mundo espiritual! —


— O mundo energético é todo o mundo físico, em tudo desde partículas a grandes  corpos celestes, tudo é formado por energias, e essas energias fazem as engrenagens  do mundo girarem, já o mundo espiritual é um mundo não físico, um mundo onde  reside a vontade, a mente inconsciente e os conceitos imateriais por trás de tudo que  existe no mundo energética! —


— Então o que quero dizer é que você não deve se focar em utilizar a "Mana" mas sim  em entender os fundamentos do mundo!! — Explicou o senhor novamente.


— Senhor! Como sabe de tudo isso? Em tudo que li nos livros que estavam em minha  antiga casa, nenhuma dessas informações estavam expostas… não me parece que  algo desse tipo seja de conhecimento público! — Especulei frente ao homem.


— Mas isso não é de conhecimento "Público" mesmo garoto, isso me foi passado  através de uma visão que peguei na Ruína que te falei antes! Porque acha que todo  santo dia eu exploro ela? Isso é apenas uma entre os milhares de artefatos que todos  no mundo jamais poderiam imaginar, coisas que poderiam revolucionar o ponto de  vista de todos a um nível extremo! — Exclamou o homem.